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Blog BG Solar · 18 de setembro de 2026

Bandeira Tarifária Amarela e Energia Solar: Por Que Quem Tem Créditos SCEE Sente Menos o Aumento

A bandeira amarela está ativa desde maio de 2026 e cobra R$ 1,885 a cada 100 kWh. Entenda por que quem tem créditos de energia solar sente pouco ou nada desse aumento.

Desde maio de 2026, a ANEEL vem mantendo a bandeira tarifária amarela mês após mês — setembro é o quinto mês seguido nessa condição. Pra quem não tem energia solar, isso significa um acréscimo fixo na conta de luz. Pra quem tem, o efeito prático costuma ser bem menor, e a razão é técnica, não coincidência: a bandeira tarifária não incide sobre a energia que já foi compensada por créditos solares.

O que é a bandeira tarifária e por que ela está amarela

A bandeira tarifária é um sinal mensal definido pela ANEEL em nível nacional — não pela Neoenergia Cosern nem por nenhuma distribuidora local — que indica o quanto custa gerar energia elétrica no país naquele período. Quando as condições de geração estão desfavoráveis (reservatórios mais baixos, mais necessidade de acionar usinas térmicas, mais caras que as hidrelétricas), a ANEEL aciona uma bandeira que cobra um valor extra por kWh consumido, pra cobrir esse custo adicional do sistema.

Os patamares e valores atuais são:

  • Verde: sem cobrança adicional.
  • Amarela: R$ 0,01885 por kWh (R$ 1,885 a cada 100 kWh).
  • Vermelha patamar 1: R$ 0,04463 por kWh.
  • Vermelha patamar 2: R$ 0,07877 por kWh.

Em setembro de 2026, a bandeira segue amarela pelo quinto mês consecutivo, refletindo condições de geração que a ANEEL classifica como menos favoráveis no período.

Por que a bandeira quase não pesa pra quem tem energia solar

Aqui está o ponto que costuma passar despercebido: a bandeira tarifária é cobrada sobre o consumo de energia faturado, e a energia coberta pelos créditos de compensação do SCEE não entra nessa conta. Na prática, o adicional da bandeira só incide sobre o saldo de kWh que sobra depois da compensação — não sobre o consumo total do imóvel.

Um exemplo simples: se uma casa consome 500 kWh no mês e o sistema solar gera créditos suficientes pra compensar 480 kWh desse total, a bandeira amarela incide só sobre os 20 kWh restantes — cerca de R$ 0,38 de acréscimo, não os R$ 9,42 que incidiriam sobre o consumo total sem energia solar. Quanto mais próxima da compensação integral, menor o efeito da bandeira na fatura.

Isso não quer dizer que a fatura fica zerada nesse cenário — o custo de disponibilidade mínimo da rede continua sendo cobrado independente da bandeira tarifária e independente de quanto o sistema gerou, porque é o valor mínimo pago pelo direito de estar conectado à rede da Cosern. Mas é justamente sobre esse valor menor, e não sobre o consumo total, que qualquer bandeira acaba incidindo.

O padrão dos últimos meses reforça o ponto

O fato de a bandeira amarela ter se mantido ativa por cinco meses seguidos (maio a setembro de 2026) não é um evento isolado — é um padrão que vem se repetindo com frequência nos últimos anos, à medida que o sistema elétrico brasileiro passa por períodos mais longos de condições de geração desfavoráveis. Pra quem depende 100% da rede, isso significa meses seguidos de acréscimo na conta. Pra quem tem energia solar com bom dimensionamento, esses mesmos meses passam quase sem diferença perceptível na fatura.

Esse é um dos motivos pelos quais o payback de um sistema solar no RN costuma se confirmar mais rápido do que a simulação inicial baseada só na tarifa em bandeira verde — a proteção contra bandeiras amarelas e vermelhas ao longo do ano é um ganho que não aparece no cálculo mais simples, mas aparece na fatura real, mês após mês.

O que fazer se sua fatura mesmo com energia solar mostra acréscimo alto de bandeira

Se o valor de bandeira tarifária na sua fatura parece alto mesmo tendo sistema solar instalado, o motivo mais comum não é a bandeira em si — é o sistema não estar compensando o quanto deveria. Vale conferir se os créditos estão sendo aplicados corretamente ou se há créditos de energia solar não compensados na fatura por algum problema de faturamento.

A BG Solar acompanha esse tipo de detalhe na fatura dos clientes atendidos em qualquer cidade do RN, e orienta gratuitamente quem tem dúvida sobre o próprio caso.

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Perguntas frequentes

A bandeira tarifária é definida pela Neoenergia Cosern?

Não. A bandeira é definida mensalmente pela ANEEL em nível nacional e vale igual pra todas as distribuidoras do país — a Cosern só aplica o valor já definido, não tem controle sobre ele.

Quem tem energia solar fica isento da bandeira tarifária?

Não fica isento, mas paga bem menos. A bandeira incide só sobre o saldo de energia que sobra depois da compensação dos créditos solares — quanto maior a compensação, menor o efeito da bandeira na fatura.

Por que minha fatura com energia solar ainda mostra algum valor mesmo com créditos suficientes?

O custo de disponibilidade mínimo da rede é cobrado independente da geração solar, porque é o valor pago pelo direito de estar conectado à rede da distribuidora. É sobre esse valor residual, normalmente pequeno, que a bandeira tarifária pode incidir.

A bandeira amarela vai continuar nos próximos meses?

A ANEEL define a bandeira mês a mês, com base nas condições de geração do momento — não há como garantir o cenário dos próximos meses. O que se sabe é que a bandeira amarela ou vermelha tem sido recorrente nos últimos anos, o que reforça a vantagem de ter um sistema solar bem dimensionado.

Escrito por Gustavo Craws, fundador da BG Solar.

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